Aquela rosa
Aquela rosa tinha nome
Mas de tanto segurar em minhas mãos e com tanta força, desfaleceu. Mesmo seca, as letras continuavam lá e só eu era capaz de ver. Eu que deveria fazer com que ela cumprisse seu destino antes que murchasse, se eu tivesse ao menos jogado suas pétalas ao vento. Talvez tivesse encontrado o caminho sozinha e agora tenho em minhas mãos uma flor seca.
Sem vida, sem beleza.
Como a minha tristeza
De perfume imperceptível
Como um dia tive
Mas depois de morta
Não tem mais volta
Quem sabe um dia
Passe minha ira
E em um jardim enorme
Eu encontre outra rosa com seu nome
mando muito nesse poema!