Arquivo de Novembro, 2009|Página de arquivo mensal

Aquela rosa

Aquela rosa tinha nome

Mas de tanto segurar em minhas mãos e com tanta força, desfaleceu. Mesmo seca, as letras continuavam lá e só eu era capaz de ver. Eu que deveria fazer com que ela cumprisse seu destino antes que murchasse, se eu tivesse ao menos jogado suas pétalas ao vento. Talvez tivesse encontrado o caminho sozinha e agora tenho em minhas mãos uma flor seca.

Sem vida, sem beleza.

Como a minha tristeza

De perfume imperceptível

Como um dia tive

Mas depois de morta

Não tem mais volta

Quem sabe um dia

Passe minha ira

E em um jardim enorme

Eu encontre outra rosa com seu nome

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