Arquivo de Setembro, 2009|Página de arquivo mensal
Soneto para o epitafio
EPITAFIO DE VINICIUS DE MORAIS
Aqui jaz o Sol
Que criou a aurora
E deu a luz ao dia
E apascentou a tarde
O mágico pastor
De mãos luminosas
Que fecundou as rosas
E as despetalou.
Aqui jaz o Sol
O andrógino meigo
E violento, que
Possui a forma
De todas as mulheres
E morreu no mar.
SONETO PARA O EPITAFIO, MEU
Onde jazia o sol de vinicius
a lua se pos a morrer
com ela vao os meus vicios
leva embora a escuridao que me fazia sofrer
a lua ressucita o sol toda noite
e com forma de todas as mulheres vem voce
minha vontade de morte
se torna vontade de ter
quero o sol e a lua
para acabar com a loucura
do meu ser
E assim para
o mar nao serei
eu que irei
Sem Titulo.
Por que acho essa beleza tão diferente de todas as outras?
Aquele cabelo negro como seus olhos, e como me parece a sua mente,
Seu sorriso fácil de tristeza distante, como estou agora, de tristeza aprizionada pela pele, que foi tocada pelo mais caprichoso raio de sol, que me queima,
Se pudesse ver atraves dos seus olhos puxados que me puxam para um lugar que nao existe, que me perco, ou pelo menos conseguisse virar as constas para essa luz que me cega.
Talvez porque nenhuma outra seja tao bela quanto ela.
27/07/09
Parte II
Deitei no chao duro e frio
Beijei o veneno das cobras,
Me aqueci com arame farpado
Me protegi com minha a propria dor
Me fiz acreditar que era meu lugar
Me iludi para me dizer feliz
E agora como faço para nao dizer que amor nao é dor ?
Como sei se esse sentimento que me incomoda nao é saudade e sim medo?
E como nao ter inveja daqueles que ali chegaram e construiram suas casas ?
Queria acreditar que um dia construirei o que mereço
e nao viverei do que os outros destruiram
Mas acho que deixei minha fé nos cacos de vidro em que eu pisei no meio do caminho.
Minhas Palavras
As minhas palavras de nada valem ,
No papel estão, e permanecerão nele,
Com sorte passarão diante dos olhos de alguém, que as deixarão .
Não sei o que busco em meus versos,
Nas frases as letras formam uma ordem que só a mim tem significado .
Meus sentimentos somente à mim tocam.
Por ser diferente de tudo e de todos
A solidão me deixa,
E o nada me acompanha,
Me torno indiferente.
Minha Cidade
Venho de um lugar distante,
Uma cidade muito pequena,
E muito engraçada também
Lá os bosques são cercados,
As selvas são perpetuas
Mas em constante mudança
Os homens vivem ocupados com suas geringonças
Até mesmo andam nelas.
Os animais vivem nas cavernas,
Cavernas frágeis e frias,
Foram expulsos da selva pelo homem,
Vivem amontoados em diferentes espécies sem distinção,
Estes tem permissão de ira selva, mas para ajudar as pessoas
São vigiados rigorosamente,
Eles tem que cumprir as regras,
Regras feita pelos homens
Mas que servem só para os animais,
Eles até que são bem tratados,
Mas quando desejam os frutos das arvores,
Que eles semearam e cultivaram,
São banidos temporariamente.
Nessa cidade sofrem algum problema de visão
Nunca enxergam os êxitos, somente os erros.
E até mesmo os poucos humanos que lá habitam existe distinção .
O tipo mais interessante são os que andam de fardas.
São estes que tem como missão, ditar as regras e recolher os frutos.
Mas se preocupam com os outros e com os animais.
Sempre os distraem e lhes dão o mínimo para sobreviver.
As vezes falta dão um pouco a menos.
Pelo menos eles dizem que falta
No começo disse à vocês que era uma cidade engraçada e pequena
Engraçada é pois nunca vi traços de cidadões constituindo uma cidade,
E pequena porque mesmo com seu tamanho coube nesses versos.
De Baixo Do Meu Cobertor.
De baixo do meu cobertor
Sinto o frio dos meus sonhos
O vazio dos meus desejos
A insonia dos meus pensamentos
Debaixo do meu cobertor
Sinto a agitaçao dos meus pesadelos
O peso das minhas responsabilidades
O sono de minha vida
Palavras aos montes
Formam um texto que significa algo que nao tem essencia
Forma uma imagem sem aparencia
Sem dizer nada a ninguem
Para poder dizer alguma coisa para todo mundo.
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