Aquela rosa
Aquela rosa tinha nome
Mas de tanto segurar em minhas mãos e com tanta força, desfaleceu. Mesmo seca, as letras continuavam lá e só eu era capaz de ver. Eu que deveria fazer com que ela cumprisse seu destino antes que murchasse, se eu tivesse ao menos jogado suas pétalas ao vento. Talvez tivesse encontrado o caminho sozinha e agora tenho em minhas mãos uma flor seca.
Sem vida, sem beleza.
Como a minha tristeza
De perfume imperceptível
Como um dia tive
Mas depois de morta
Não tem mais volta
Quem sabe um dia
Passe minha ira
E em um jardim enorme
Eu encontre outra rosa com seu nome
Considerações Finais
O ano tá quase acabando. Verdade que ainda estamos no final de outubro, mas meu ano acabou. Não tenho mais o que fazer, me resta esperar o dia 31 de dezembro. Esse ano é um pouco diferente de todos os outros, muita coisa acaba, o colégio, algumas amizades, toda uma rotina chega ao fim. Parece que ainda não saí do começo, nunca lidei com essas coisas e quando me dou conta da existência delas, todas se foram. Não consigo dizer se é triste, acho que não perdi muito, pela inércia acabei fazendo mais do que muita gente, mas todos que fizeram foram pra algum lugar. Quando me olho no espelho ainda vejo aquela criança sem os dentes da frente, com um óculos fundo de garrafa e cabelo meio tijelinha acordando e perguntando pra mãe se tinha aula.Aquela criança deixou de existir, mas eu ainda me lembro dela, será que eu irei me lembrar de quem eu sou hoje? Talvez somente no futuro eu consiga ver quem é esta pessoa que escreve. Infelizmente tenho a impressão de que quem dará os próximos fatos não seja eu, e sim quem eu fui. Como se eu tivesse que passar por tudo de novo, mas dessa vez escolhendo quem sou eu, e não deixando o acaso escolher. O acaso me trouxe até aqui, mas também meu passado que parece presente. Mas como meus olhos podem encher d’água ao se despedir de algo que nunca viu de verdade. Ou das coisas que o fizeram chorar outrora? Acho que essas lágrimas que saem, são as lembranças que eu poderia ter, mas que não fazem parte de mim.
Quando Eu Era Alguém
De que adiantaria seu perdão Sendo que você não errou Quando digo que houve erros É o meu perdão que busco A espada que feriu teu peito veio de mim Mas depois de atravessar meu peito quando tentei te proteger E o sangue em suas maos ? Lavou em meu coração desfalecido Mas que culpa tens se não sabias me curar Ou não queria ? Não me importa mais As rosas de meu enterro estão mortas
Iguais a de um casamento
Somente lhe suplico
Que sopre ao meu ouvido surdo
As plavras que não teve coragem de dizer
Quando eu era alguém
Soneto para o epitafio
EPITAFIO DE VINICIUS DE MORAIS
Aqui jaz o Sol
Que criou a aurora
E deu a luz ao dia
E apascentou a tarde
O mágico pastor
De mãos luminosas
Que fecundou as rosas
E as despetalou.
Aqui jaz o Sol
O andrógino meigo
E violento, que
Possui a forma
De todas as mulheres
E morreu no mar.
SONETO PARA O EPITAFIO, MEU
Onde jazia o sol de vinicius
a lua se pos a morrer
com ela vao os meus vicios
leva embora a escuridao que me fazia sofrer
a lua ressucita o sol toda noite
e com forma de todas as mulheres vem voce
minha vontade de morte
se torna vontade de ter
quero o sol e a lua
para acabar com a loucura
do meu ser
E assim para
o mar nao serei
eu que irei
Sem Titulo.
Por que acho essa beleza tão diferente de todas as outras?
Aquele cabelo negro como seus olhos, e como me parece a sua mente,
Seu sorriso fácil de tristeza distante, como estou agora, de tristeza aprizionada pela pele, que foi tocada pelo mais caprichoso raio de sol, que me queima,
Se pudesse ver atraves dos seus olhos puxados que me puxam para um lugar que nao existe, que me perco, ou pelo menos conseguisse virar as constas para essa luz que me cega.
Talvez porque nenhuma outra seja tao bela quanto ela.
27/07/09
Parte II
Deitei no chao duro e frio
Beijei o veneno das cobras,
Me aqueci com arame farpado
Me protegi com minha a propria dor
Me fiz acreditar que era meu lugar
Me iludi para me dizer feliz
E agora como faço para nao dizer que amor nao é dor ?
Como sei se esse sentimento que me incomoda nao é saudade e sim medo?
E como nao ter inveja daqueles que ali chegaram e construiram suas casas ?
Queria acreditar que um dia construirei o que mereço
e nao viverei do que os outros destruiram
Mas acho que deixei minha fé nos cacos de vidro em que eu pisei no meio do caminho.
Minhas Palavras
As minhas palavras de nada valem ,
No papel estão, e permanecerão nele,
Com sorte passarão diante dos olhos de alguém, que as deixarão .
Não sei o que busco em meus versos,
Nas frases as letras formam uma ordem que só a mim tem significado .
Meus sentimentos somente à mim tocam.
Por ser diferente de tudo e de todos
A solidão me deixa,
E o nada me acompanha,
Me torno indiferente.
Minha Cidade
Venho de um lugar distante,
Uma cidade muito pequena,
E muito engraçada também
Lá os bosques são cercados,
As selvas são perpetuas
Mas em constante mudança
Os homens vivem ocupados com suas geringonças
Até mesmo andam nelas.
Os animais vivem nas cavernas,
Cavernas frágeis e frias,
Foram expulsos da selva pelo homem,
Vivem amontoados em diferentes espécies sem distinção,
Estes tem permissão de ira selva, mas para ajudar as pessoas
São vigiados rigorosamente,
Eles tem que cumprir as regras,
Regras feita pelos homens
Mas que servem só para os animais,
Eles até que são bem tratados,
Mas quando desejam os frutos das arvores,
Que eles semearam e cultivaram,
São banidos temporariamente.
Nessa cidade sofrem algum problema de visão
Nunca enxergam os êxitos, somente os erros.
E até mesmo os poucos humanos que lá habitam existe distinção .
O tipo mais interessante são os que andam de fardas.
São estes que tem como missão, ditar as regras e recolher os frutos.
Mas se preocupam com os outros e com os animais.
Sempre os distraem e lhes dão o mínimo para sobreviver.
As vezes falta dão um pouco a menos.
Pelo menos eles dizem que falta
No começo disse à vocês que era uma cidade engraçada e pequena
Engraçada é pois nunca vi traços de cidadões constituindo uma cidade,
E pequena porque mesmo com seu tamanho coube nesses versos.
De Baixo Do Meu Cobertor.
De baixo do meu cobertor
Sinto o frio dos meus sonhos
O vazio dos meus desejos
A insonia dos meus pensamentos
Debaixo do meu cobertor
Sinto a agitaçao dos meus pesadelos
O peso das minhas responsabilidades
O sono de minha vida
Palavras aos montes
Formam um texto que significa algo que nao tem essencia
Forma uma imagem sem aparencia
Sem dizer nada a ninguem
Para poder dizer alguma coisa para todo mundo.
Um Texto Não Lido
Um texto nao lido
É um choro sem colo
É um grito no nada.
O que faz o poeta escrever pois cansou de ter pena de si mesmo
Cansou de soluçar e as pessoas nao entenderem o porque,
Cansou de ter uma vida cheia de magos,
Quer ter ao menos um belo poema para ler quando nao tiver mais nada,
Quer fazer dos maltrapilhos que usa, uma custura com o lapiz criando um vestido de festa.
Tenta fazer as pessoas enchergarem beleza na dor
Uma beleza que gostaria de acreditar,
Mas se acreditasse nao escreveria.
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